Entrevista: Gustavo Telles, o nosso músico escolhido

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“Do seu amor, primeiro é você quem precisa”, alerta Gustavo Telles, o talentoso músico vacariense que canta o amor em rock and roll. Nós conversamos com Gustavo, carinhosamente chamado de Prego em sua terra natal, perto do dia 13 de julho, Dia Internacional do Rock. Um mês depois, lançamos a entrevista, cheia de revelações desse resistente que insistiu e investiu no sonho de viver da música. Sorte nossa!

Para quem ainda não o conhece, é só clicar nos clipes da Gustavo Telles & os Escolhidos abaixo e aumentar o som!

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Gustavo Telles, multi-instrumentista, cantor e compositor, um talento Made in Vacaria | Foto: Rodrigo Marroni

Giana: Não é qualquer ritmo que tem o seu próprio dia. O que o rock representa para você?

Gustavo: Eu venho do rock, do rock e do blues. Mas eu não me atenho só a isso. Gosto de música, independente de estilo. Rock, além de um ser um estilo musical, tem a ver com certa atitude, rebeldia. Tem a ver com certo descontentamento e inquietação.

Giana: Como você ingressou na música?

Gustavo: Eu queria tocar desde sempre, desde os meus 10 anos. Eu queria tocar bateria, e, depois de muita insistência, ganhei um violão. Insisti na bateria, ganhei um baixo. Só depois de ter quebrado a mão do baixo, e de fazer muito drama em casa, é que ganhei a bateria [risada]. Eu dizia: “Pô, vocês não me respeitam, não entendem o que eu quero tocar”. Foi aí que ganhei uma bateria, com 15 anos. Por essa época, queria formar uma banda com o Luis Armando Guedes.

Comecei na adolescência, em 1993, e não parei mais. Em 1996, fui a Porto Alegre estudar. Durante a faculdade de jornalismo, não conseguia tocar tanto quanto gostaria, mas nunca parei. Fui conhecendo muita gente, rolando som por vários lugares. Disso resultou a Pata de Elefante.

Giana: Teve alguma influência familiar?

Gustavo: Minha mãe tocava acordeon, e eu ainda consegui fazer com que ela o tirasse do case algumas vezes e fizesse um som comigo, mas logo depois ela vendeu. Tinha algumas pessoas da família que faziam música, mas estou descobrindo isso agora. Meu avô, por parte de pai, também tocada acordeon.

Giana: Fomos vizinhos na adolescência, e me lembro sempre de ouvir o som de bateria ao passar pela sua casa. Você era um rato de garagem! A bateria te define?

Gustavo: Sou baterista, as pessoas me reconhecem como baterista. Eu me garanto nela, mas toco também violão e baixo, canto e componho. O que mais me dá prazer é compor. Sou compositor de melodias e de letras.

Gustavo Telles, baterista
A paixão pela batera | Foto: Zé Carlos de Andrade

Giana: Vacaria já foi uma cidade muito roqueira. Lembro dos bares sempre tocando rock.

Gustavo: Fui a muitos shows em Vacaria. Teve Camisa de Vênus, teve Ira, no Jockey, em 95. Raimundos.

Giana: Você comentou que o rock é um estilo que revela atitude, certa rebeldia. O jornalismo também. São duas coisas afins. O que você quer ou queria tanto mudar no mundo?

Gustavo: Boa pergunta. Eu sempre fui um tanto revoltado.

Giana: É o revoltado mais diplomático que eu conheço.

Gustavo: No trato, sou educado. Mas sou um homem inquieto. As injustiças me incomodam muito.

Giana: O mundo te pesa?

Gustavo: Muitas vezes, sim, mas sou da leveza também. A vida é pra valer. Eu agradeço muito porque sou um privilegiado por fazer as coisas de que gosto. Eu tive estrutura familiar, educação, valores. Mas o ser humano é decepcionante. Mas nem todos, tem muita gente legal. Não gosto de injustiça, de coisa errada, de sacanagem, da desigualdade. A humanidade é um projeto falido. [risada]

Giana: O que queria ser quando garoto?

Gustavo: Queria ser jogador de futebol e músico. Bem pequeno, queria ser caminhoneiro, bombeiro. Teve um lance de querer ser lixeiro, também, por causa da desigualdade social, da injustiça. Sou um humanista.

Giana: Quem tem inspirou no rock? De quem você mais gostava?

Gustavo: Eu toquei diversos estilos. Comecei com punk rock, teve uma época que gostava de heavy metal. Com 16 anos, mergulhei na obra do Led Zeppelin. Esse mergulho me abriu a mente, me obrigou a buscar as raízes do rock. Led é de 1968. Comecei, então, a voltar no tempo, fui buscar referências do início dos anos 60 e 50. Sempre gostei de blues. Sempre fui de um rock mais clássico, da coisa mais raiz. O que for contundente me atrai. Depois, fui atrás do blues rural.

Tem uma banda que me marcou muito: a The Band. Ela é formada por quatro canadenses e um americano, todos radicados nos Estados Unidos. Hoje em dia, nem escuto tanto, mas me influenciou bastante, principalmente no meu jeito de compor. Mas se for para sintetizar, Ray Charles é meu maior ídolo. A música negra é o meu chão. É Ray Charles, é o religioso flertando com o profano.

Os negros sofreram muito, e a música tem esse lance de catarse, de transformação. Imagina os Estados Unidos, anos 1920, 30, 40 e 50, a segregação rolando veementemente. Os negros trabalhavam nas colheitas de algodão, não podiam nem se comunicar. A forma que encontraram para se comunicar foi o canto. Eles tinham códigos, signos. Os donos das plantações não sabiam o que significava. Então, era na igreja que se sentiam gente, tinham força, ali eles se reabasteciam para seguir. Daí o gospel. E o Ray Charles misturou a música religiosa com o blues, o divino ao profano: o sexo, a cachaça, as coisas mundanas.

Giana: Você já foi a New Orleans, o berço do blues?

Gustavo: Faz uns três anos que estou para ir, tem um festival de jazz e blues. Tenho um amigo que tem tocado no festival, está enturmado por lá. Quero me organizar pra ir. Falando em Blues, já toquei no Mississipi Delta Blues, festival pertinho daqui, em Caxias do Sul.

Giana: Esse blues rural é bastante perceptível na sua música, em Gustavo Telles & os Escolhidos.

Gustavo: Sem dúvida. “Os Escolhidos” tem a ver com o lance de gostar de música gospel, negra, batista. Foi o Márcio Petracco, do TNT, que tocava comigo, que sugeriu. O gospel tem esse aspecto religioso. O gospel permeou o blues e o rock também.

Giana: Fazendo uma analogia com a música brasileira, o samba, para muita gente, é uma espécie de religião. É a música que dá vãzão às dores dos negros daqui. A música é a sua religião? Você segue alguma religião?

Gustavo: Sim, a música me salvou. Frequento o espiritismo há 20 anos.

Giana: Quando você fala que a música lhe salvou é no sentido de dar sentido à vida?

Gustavo: Exato. O que a gente vê com frequência é as pessoas não terem uma paixão na vida, um direcionamento, aí é fácil a vida ficar sem sentido, vazia. Tem algo que me puxa, que é a música. Tudo que eu aprendi foi através da música. Fui a vários lugares tocando. Eu viajei bastante e sigo viajando. Gosto de viajar, de dirigir.

Giana: Quando você fala em um rock raiz, fugimos um pouco do estereótipo do roqueiro rebelde, vestido de preto, agressivo, do roqueiro do heavy metal. O rock menos agressivo, digamos assim, parece um pop. As pessoas, às vezes, veem o pop como algo menor.

Gustavo: Eu faço mais rock, mas muito dos meus ídolos tinham uma pegada pop. Eu gosto de algo que é mais puro, mais clássico.

Pop para mim é algo popular. Eu quero chegar até as pessoas, não quero fazer algo que seja hermético, quero me comunicar com as pessoas.

Giana: Se o seu objetivo é se comunicar, acho que faz isso muito bem. Na canção “Eu perdi o meu medo de errar”, você canta: “Sigo tentando, reaprendendo, reinventando o meu caminhar. Dos meus anseios e dos meus problemas, sei que vou me libertar.” Puxa, isso dialoga com todo mundo. Você já se libertou?

Gustavo: Acho que fiz essa música em 2012. Não me libertei completamente, mas sigo tentando. Pra mim, o rock está ligado à inquietação. Acho importante a gente se questionar sempre, não se acomodar. Se não se questiona, como vai melhorar? Como vai se dar conta? Não se pode deixar que alguém pense por ti.

Giana: Falando em pensar, muitos escritores afirmam que escrevem porque precisam, é uma necessidade. E você falou que o que mais gosta de fazer é compor.

Gustavo: Componho porque preciso. Eu escrevia e parei. Até gostaria de retomar. É uma maneira de dar vazão.

Giana: Quando você conseguiu, de fato, viver da música? Sabemos que viver de arte no Brasil é um grande desafio.

Gustavo: Eu tinha um sonho, o desejo de realmente ser músico. Meio que eu sabia que ia fazer a faculdade de jornalismo e não ia trabalhar muito tempo com isso. Minha formatura foi numa sexta, a Pata de Elefante ensaiou sério um dia depois. Ali começou a Pata.

Nós tínhamos feito dois shows, um em março e outro em agosto de 2001. Nós três integrantes tínhamos vários compromissos e combinamos que, quando entrasse o ano, iríamos ensaiar. No primeiro show, em março, já aconteceu algo especial. No improviso, duas horas antes do show, nos encontramos: eu tocando batera nas pernas, eles no violão, tocamos brasa! Ali eu saquei que tinha achado a banda que eu procurava.

Meus pais queriam que eu me formasse. Entreguei o canudo a eles (acho até que foi um lance de imaturidade) e disse: “Tá aqui o canudo, agora vou fazer o que estou a fim”.

Aí, a Pata começou e foi tudo muito rápido. Em cinco meses, já havia um burburinho em Porto Alegre. Onde tinha um espaço para tocar, a gente tocava. Tinha uma festa dos estudantes de arquitetura? Lá ia eu, chegava para algum conhecido e dizia: será que a gente pode dar uma palinha? A gente foi tocando, foi atrás e foi acontecendo. Hoje, eu não teria a energia que tive com 20 e poucos anos.

A Pata de Elefante era uma banda instrumental, no nicho de banda com vocal, que valorizava as melodias. A gente circulou em festivais, fomos a Goiânia, Recife, interior de São Paulo, Rio de Janeiro, fomos a vários estados como Minas Gerais, Acre, Pará, Bahia. A gente viajou bastante.

Giana: Você já compunha desde a Pata de Elefante?

Gustavo: Desde antes. Na verdade, desde criança. Sempre me dei bem em redação. Minha mãe, que é professora de português, me ensinou a fazer redação. Então, eu sempre gostei e, a partir dos 14 ou 15, quando comecei a aprender violão, eu já fazia umas letras. Sempre fiz. Quando me mudei para Porto, continuei fazendo.

Giana: Podemos dizer que A Pata de Elefante caiu no gosto popular?

Gustavo: Sim, a Pata era quase unanimidade. Todos diziam: “Bah, essa banda é boa”. Sou suspeito em falar, mas aconteceu algo ali, tivemos sorte. É uma banda que se tornou referência. Rolaram muitas coisas.

Giana: Quanto tempo você tocou na Pata?

Gustavo: Toquei 11 anos. Tocava, compunha, assim como os guris. Os três compunham. Eu também produzia e vendia os shows, atividade que tem relação com o jornalismo. Na faculdade, aprendi a me relacionar, a me organizar minimamente, a chegar nas pessoas. O que você chamou de diplomacia, vem do jornalismo, e é sincero, verdadeiro.

Giana: É incrível essa dinâmica da música. Em um dia você é fã, no outro dia você está no palco com um ídolo. Isso aconteceu contigo?

Gustavo: Conheci muita gente. Se parar para pensar, quando eu era adolescente, gostava das bandas do Rio Grande do Sul. Aí, fui a Porto Alegre, se passaram alguns anos, e eu estava tocando com eles: o Márcio Petracco, da TNT, o Luciano Albo, dos Cascavelhetes. Tu admiras os caras e daí tu estás ali, junto, percebe que não é algo intangível. É a mesma profissão, o mesmo meio. Então, essa foi a primeira vez que aconteceu.

Depois, conheci muita gente, rolaram coisas muito inusitadas. Teve um show da Pata, em uma arena de rodeio, que foi organizado pelos alunos da Universidade Estadual Paulista, em Ilha Solteira, interior de São Paulo, na fronteira com Mato Grosso do Sul. Eram 3.500 pessoas esperando por Demônios da Garoa, e nos colocaram para tocar depois deles. Eu falei que não daria certo. Imagina colocar um trio instrumental de rock para tocar depois de uma banda que está no Guinness? Uma banda que existe desde 1940, que toca Adoniran Barbosa, maravilhoso, samba paulista. Todo mundo ia cantar as músicas deles. Depois deles, entraria a gente, que é instrumental. Pensei que ninguém ficaria para ouvir. Deu certo. Com a Pata de Elefante, as coisas davam certo.

Giana: Vocês nunca tocaram no Rodeio de Vacaria?

Gustavo: Adoraria, mas o Rodeio não estava mais fechado? Tocamos em uma arena no interior de São Paulo. Seria muito bom tocar no Rodeio.

Giana: Falamos da Pata de Elefante, da Gustavo Telles & os Escolhidos, e tem o Trio Muralha. Como funciona essa dinâmica de perpassar várias bandas? O que você faz hoje e ainda quer fazer?

Gustavo: Gustavo Telles é o meu trabalho, meu projeto solo lançado em 2009. Tem três discos de estúdio e um ao vivo, gravado no Theatro São Pedro. Nossas músicas estão disponíveis em todas as plataformas digitais: está no Youtube, Spotfy, Deezer, tem site.

O Muralha Trio é formado por mim, pelo Murilo Moura, também de Vacaria, e o Edu Meirelles. O Murilo é meu amigão, toca comigo há muito tempo e toca muito. É um cara que focou, estudou, está debulhando o teclado. Nós três somos um núcleo. Gustavo Telles & Os Escolhidos somos nós três e mais um guitarrista. Quem toca comigo é o Daniel Mossmann, da Pata. Quando ele não pode, tem muita gente que toca junto.

No início, a formação dos Escolhidos era flutuante. No primeiro disco, foram 12. No segundo, 15. No show do Theatro São Pedro, 16. Teve um show na UFRGS que foram 25. Pensei: “Cara, tu enlouqueceu! Tinha um trio, e, agora, tem que administrar 25’. Daí, reduzi de novo. Virou um quinteto, depois quarteto, e um trio, sem guitarra.

Murilo Moura, Gustavo Telles, Edu Meirelles
Trio Muralha: Murilo Moura, Gustavo Telles e Edu Meirelles Foto: Zé Carlos de Andrade

Giana: Você comentou que se identificou muito com o blues e a música gospel por dar voz aos negros, aos oprimidos. O que se canta no Brasil hoje que dá voz aos oprimidos?

Gustavo: Já teve muito. Olha as origens do samba na Bahia, no Rio de Janeiro. Tem a música de cordel. Os estados do Brasil são muito ricos culturalmente, Pernambuco, Maranhão, Pará, Paraíba. Cada um tem suas raízes.

Giana: Uma pesquisa da Zero Hora mostrou que 74% dos gaúchos gostam de ouvir música sertaneja. O que tu pensas sobre a ascensão do sertanejo no Brasil?

Gustavo: É geral no Brasil, essa onda sertaneja. Sem desmerecer, é entretenimento. Não é menos. Mas as pessoas buscam um passatempo, fácil, rápido.

Giana: Nos últimos tempos, as mulheres se apropriaram do sertanejo. O rock tem esse viés feminino hoje?

Gustavo: Eu acho que sim. O rock está em baixa faz tempo [risada], mas não morre. Quem gosta, realmente gosta, segue indo aos shows, consumindo. O rock já foi um gênero extremamente popular.

Giana: Aonde você quer chegar com a música?

Gustavo: Sei que o meu caminho é a música, tenho que estar fazendo música, e os resultados vão surgindo. Tenho planos e desejos, mas não sou refém deles. Nem sempre as coisas acontecem como a gente imagina. Eu gosto quando as coisas rolam.

Neste momento, não tenho conseguido compor, e não encaro isso como uma crise criativa. Estou usando outra área do cérebro agora, pois estou cuidando da família, é questão de tempo. Tenho vindo a Vacaria nestes últimos três anos com bastante frequência.

A música é meu canto do aconchego. Pode estar tudo de pernas para o ar, mas quando me volto para ela, está ali, nunca me abandona.

Giana: Se tivesse que se apresentar para uma plateia em 30 segundos, o que você diria sobre si mesmo?

Gustavo: Sou um compositor. Um niilista esperançoso [risada]. Acredito no amor, no afeto. Acredito nas pessoas.

Giana: Suas músicas falam bastante de amor.

Gustavo: Eu vim disso, de Vinicius de Moraes. Acredito que tem a ver com a minha missão na terra.

Giana: O que te faz feliz?

Gustavo: O palco e a estrada. Os amigos, a amizade.

Giana: O que te deixa triste?

Gustavo: A vida. O ser humano destruidor.

Giana: O Prego é melancólico?

Gustavo: Talvez um pouco, mas não só. A melancolia pode ser muito bonita.

Giana: Um romântico?

Gustavo: Já fui mais. Gosto de tudo isso, faz parte da vida. Só tem que tomar cuidado para que isso não se torne algo doentio. A inquietação pode levar ao conflito, mas é necessária. Eu cheguei a um momento que me sinto bem, de verdade, em cima do palco e na estrada. Preciso estar tocando ou em movimento. Tô girando 3 mil quilômetros por mês, estou superbem [risadas]. Tenho vindo bastante a Vacaria, pela música e pela família.

Giana: O que você viu nesses 41 anos?

Gustavo: Quanto mais a gente vive, mais se dá conta de que não sabe de nada. Por isso tem que estudar, se envolver com as coisas, buscar aprender e crescer, sempre.

Gustavo Telles, Porto Alegre, músico Porto Alegre
Gustavo ao completar 10 anos de trabalho solo | Foto: Rodrigo Marroni

Discografia Gustavo Telles & Os Escolhidos:

Do seu amor, primeiro é você quem precisa | 2010

Eu perdi o medo de errar | 2013

Ao Vivo no Theatro São Pedro | 2017

Gustavo Telles & Os Escolhidos | 2017, disponível em CD e vinil

Curiosidades:

O apelido Prego surgiu ainda na adolescência, quando Gustavo era um garoto franzino, de cabeça grande.

Gustavo Telles é fundador e ex-integrante da banda Pata de Elefante. Fundada em 2002, a Pata conquistou prêmios como o VMB 2009 (MTV) e Açorianos de Música de Porto Alegre, revelação, em 2005, e Melhor Disco Instrumental em 2011. O grupo parou suas atividades em 2013 e retornou em outubro de 2016. Gustavo Telles permaneceu na Pata até outubro de 2017, quando saiu para dedicar-se ao seu trabalho solo.

Gustavo é compositor, cantor, multi-instrumentista e também produtor. É ele quem produz os próprios shows. 

Gustavo perambula pelos gêneros folk, country, rock e blues. As faixas de seus discos são puro rock ‘n’ roll e rock ‘n’ soul.

por Giana Pontalti | agosto de 2019.

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